8 Passos pra montar uma boa carta de cachaça (e uma dica valiosa)

Como fazer uma carta de Cachaça? O que levar em conta? O que escrever na carta? Como apresentar ao cliente? Que cachaças eu devo colocar? Estas dúvidas são constantes quando me perguntam sobre a Carta de Cachaça. Para tentar responder escrevo abaixo o que levo em consideração quando monto uma carta. Darei também o passo a passo para que você tenha uma carta com o máximo de eficiência. Vamos às dicas!

1) MENOS É MAIS – Nada contra ter uma prateleira repleta de Cachaça, mas para quem está entrando no universo da branquinha agora, o ideal é começar com poucas. Com 30 cachaças você já consegue contextualizar a gama de madeiras disponíveis no mercado e que podem levar o seu cliente a uma belíssima viagem sensorial.

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2) SOBRE MADEIRAS – A cadeia produtiva da Cachaça utiliza hoje entre 30 e 40 madeiras para armazenar ou envelhecer cachaça. Mas apenas algumas delas estão entre as mais populares: Carvalho, bálsamo, amburana (ou Umburana, dependendo da região em que você está) Jequitibá e amendoim. É importante ter pelo menos uma de cada na carta. E ter as variações de grau alcoólico e de produtores diferentes.

3) CACHAÇA BRANCA – Tem que ter na carta. Há grandes opções no mercado. Há sempre aquele cliente que gosta da branquinha. Leve em consideração que uma caipirinha feita com cachaça de alambique é sensorialmente mais interessante, então tenha sempre uma boa linha de cachaças brancas.

4) INDUSTRIAL OU DE ALAMBIQUE – Há uma grande diferença entre elas e não é só na questão do preço. O sensorial, sobretudo para aquele cliente mais iniciado, é de grande importância. O que ainda não conhece muito bem terá a curiosidade despertada. De uns tempos para cá, algumas marcas industriais investiram em tecnologia de produção e estão com produtos bem interessantes. Lembre-se também que muitos clientes possuem relação emocional com determinadas marcas. O ideal é pensar em todos eles na hora de fazer sua carta.

5) SOBRE ORIGEM – O mercado da Cachaça ainda não tem uma tradição de denominação de origem, como é o caso do vinho, por exemplo. Mas há algumas localidades que já possuem este certificado de origem. Paraty e Salinas, por exemplo. Como as cachaças são muito conhecidas, é recomendado que se tenha rótulos das localidades em sua carta.

6) RELAÇÃO CUSTO-BENEFÍCIO – Há cachaças para todo tipo de gosto e bolso. Quando for montar sua carta, o primordial é ter a certeza de que a Cachaça está registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e abastecimento (MAPA). Depois disto, veja os preços. Cachaças muito caras podem encalhar em sua prateleira, dependendo da região onde está o seu comércio. Mas num universo de 4,5 mil marcas homologadas haverá sempre uma boa opção para o seu comércio.

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7) CACHAÇAS PREMIADAS – Não deixe de colocar cachaças premiadas em sua carta. As premiações garantem ao rótulo uma mídia espontânea, gerando muita curiosidade sobre aquela Cachaça. E uma dica: entre as premiadas há Cachaças com ótima relação custo-benefício.

8) ONDE COMPRAR??? – Este é um fator importantíssimo a ser considerado. Não adianta você ter uma Cachaça que você provou e gostou, se não saberá onde comprá-la, quando a garrafa esvaziar. Tenha sempre em mente que se o seu cliente gostar muito da cachaça ela pode acabar rapidamente e você terá que repor.

9) TENHA SEMPRE UM PROFISSIONAL – Mesmo que você seja um exímio conhecedor de Cachaça, é fundamental ter um profissional do setor. Há no mercado grandes opções de cursos, cada vez mais atualizados com a realidade do produtor e do consumidor. Um sommelier profissional vai pesquisar as marcas e vai montar sua carta levando em conta seu público consumidor. Para isso ele pode coordenar pesquisas de opinião e degustações de rótulos candidatos, levando em conta todas as dicas acima.

Fonte: Brasil no Copo

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